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Professor: formação e encantamento

Marcia Maria de Oliveira Tessarin em: 24/10/2007

Saint Exupéry, em seu famoso livro O Pequeno Príncipe afirma: “Você se torna eternamente responsável por aquele que cativa”. Nós professores, somos refém da nossa própria armadilha: são os alunos que acabam nos cativando, nos surpreendem e acabam por exercer um papel tão importante em nossas vidas, que nos fará eternamente gratos pelas experiências proporcionadas, seja com desafios ou com avanços que partilhamos no decorrer do ano letivo em nossas salas de aula. É preciso cativar, mas também cativar-se pela profissão: isto é, pelo ser Professor. Neste processo de formação ou encantamento, o professor deve se cuidar.

Tomemos com referência o que um dos autores de grande significação no momento, estudioso, professor português Antonio Nóvoa nos diz: “Hoje em dia impõe-se cada vez com maior evidência: que os professores não são apenas consumidores, mas são também produtores de materiais de ensino; que os professores não são apenas executores, mas são também criadores e inventores de instrumentos pedagógicos; que os professores não são apenas técnicos, mas são também profissionais críticos e reflexivos. De fato, não há ensino sem uma renovação permanente de meios pedagógicos, sem uma concepção cotidiana de novos materiais: quer se trate dos conteúdos ou das situações didáticas, quer se trate das tarefas a propor aos alunos ou da organização escolar, quer se trate da planificação ou do sistema de avaliação, os professores se encontram perante uma atividade constante de produção e de invenção.

A formação contínua deve estimular uma perspectiva crítico-reflexivo, que forneça aos professores meios de um pensamento autônomo e que facilite as dinâmicas de autoformação participada. Estar em formação implica um investimento pessoal, um trabalho livre e criativo sobre os percursos e os projetos próprios, com vista à construção de uma identidade profissional.” As reflexões de Nóvoa devem ser entendidas como referências teóricas; porém com grau de praticidade na ação de todo professor. Depende do professor, ser objeto e sujeito da sua própria formação, o seu cativar; cabendo a ele três grandes competências: O saber relacionar e o saber relacionar-se, o saber organizar e o saber organizar-se e o saber analisar e o saber analisar-se.

Mas onde concretizar tudo isto? - O local para todas essas conquistas são as escolas, porém estas, não podem mudar sem o empenho dos professores, e estes não podem mudar sem a transformação da escola e seu projeto. Se as transformações e as soluções estão na escola, a solução está dentro da sala de aula com os principais atores – os professores. Não é fácil definir o conhecimento profissional, mas, a formação não se faz no vazio, não se opera isolada, está dentro de cada professor. A formação dos professores está diretamente relacionada à qualidade e gerenciamento dentro da sala de aula de cada professor, pois dentro desta que o conhecimento acontece e este fato se torna indiscutível a partir de uma das atribuições de todo professor, que é o de ensinar.

Pensar na formação do professor é o ponto de partida para a discussão sobre como está refletindo dentro das salas de aula a educação, o ensino. Mas ensinar e garantir a aprendizagem não é tarefa fácil, ela exige muito mais do que alguns cursos, se faz necessário superar desafios individuais e de compromisso de toda equipe escolar onde aconteça o maior número de circulação de informações e práticas que possibilitem a reflexão sobre a própria prática. Daí a necessidade da formação continuada e do encantamento dentro e fora dos espaços escolares que além do desempenho e comprometimento do profissional requer estímulos, acompanhamento e garantias de outros profissionais que estão diretamente ligados ao professor (desde condições dignas de trabalho).

O contexto hoje exige que cada um entenda e assuma seu papel no avanço significativo em ações que promovam a tão sonhada educação de qualidade. A escola foi substituindo estes processos informais, assumindo o monopólio do ensino. Os professores tornaram-se os responsáveis públicos pela formação das crianças. Hoje sabemos que este modelo escolar, espaços físicos fechados, estruturas curriculares rígidas, formas arcaicas de organização de trabalho, está fatalmente condenado. “A escola terá de se definir como um espaço público, democrático e participado, que funciona em ligação com redes de comunicação e de cultura, de arte e de ciência. (...) Afastando-se de filiações burocráticas e corporativas, tem de refazer uma identidade profissional que valorize o seu papel como animadores de redes de aprendizagem, como mediadores culturais e como organizadores de situações educativas”.

A realidade está posta, os saberes teóricos e individuais de cada professor devem ser levantados pelos próprios professores. Ressalto, porém que a formação do professor não se faz pelo acúmulo apenas de uma dimensão teórica, prática ou experimental, mas por um conjunto de saberes, de competências, atitudes e a sua mobilização junto a sua ação educativa. Esta ação, porém se torna complexa, à medida que o trabalho do professor não depende exclusivamente dele, mas também da vontade do aluno de aprender. A profissão Professor: está carregada de deveres, direitos, benefícios, carreira, salários como toda profissão.

O professor não está sozinho neste processo de formação profissional. Neste sentido, o espaço pertinente de luta e de formação contínua do professor que nos fornece dados para reflexão direta sobre o gerenciamento de conhecimento, deve surgir dentro do espaço onde este está diariamente e diretamente inserido: A sala de aula. Para finalizar nossas reflexões sobre o professor, sua formação e o seu encantar-se peço licença e trago o que considero um dos maiores educadores do Brasil - Paulo Freire, porque com sua linguagem simples e clara, partilhou com o mundo suas idéias, reflexões, pensamentos, acrescentando e direcionando uma nova dimensão de olhar, novas possibilidades de educação ou o que ele chama de ação cultural.

Retomo sua contribuição para o campo da alfabetização e a experiência de dialogar a cerca da teoria e a prática do contexto e realidade da educação brasileira desde a década de 60 até a de 90, citando a Pedagogia do Oprimido, Pedagogia da Esperança e a Pedagogia da Autonomia. Nestes três livros, Freire levanta várias questões as quais me identifico como professor no meu processo de formação e encantamento: como superar a ideologia elitista na formação dos professores? Como buscar enquanto profissional, o exercício da humildade, da coerência, da tolerância, sem deixar ainda de ser crítico? Como dar sabor ao saber? Termino, portanto com duas de suas frases: “A grande generosidade está em lutar para que, cada vez mais, essas mãos, sejam de homens ou de povos, se estendam menos, em gestos de súplica. Súplica de humildes a poderosos. E se vão fazendo, cada vez mais, mãos humanas, que trabalhem e transformem o mundo”. “Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”.


Marcia Maria de Oliveira Tessarin é mestre em Fundamentos da Educação e professora da Unicastelo campus Descalvado, nos cursos de Pedagogia e Letras

 
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"Rumo ao 6º Semestre Noturno em Pedagogia! Coragem, 5NB, falta pouco! Quero agradecer principalmente ao Profº Valter de Almeida e a Profª Juliana por me animarem á continuar no curso e por me ajudarem em disciplinas que, de outro modo, seriam bem complicadas de entender. Ah, e quero mandar um beijão pra turma de manhã também. Stellla Santos, a gente se vê no final!"
Gleidson dos Santos Lima - disse:
"Rumo à graduação em contábeis! Quero agradecer o Prof.º Marcelo Rabelo pela atenção em minha análise e curricular. Oportunamente, venho criticar o procedimento atual (boçal) realizado na rematrícula de "ex-alunos". Com todos os dados e documentos arquivados sou forçado a apresentar novamente o histórico. É um absurdo! Entendo que a documentação realmente necessária, seria o comprovante de residência, cópia de RG e foto. Somente isso já resguardaria a efetivação da matrícula. Gleidson Lima RA: 0406078-6"
Graciele Prado - disse:
"Olá pessoal do curso de engenharia Civil, quem é o responsável pela a administração do curso, vamos ou não vamos dividir essa turma de 90 alunos entre 1 e 2 semestre??? Aguardo uma posição!!"
  
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